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Silent Hill f review: crítica elogia atmosfera e coloca jogo como o melhor da franquia em 20 anos

Rua enevoada da vila japonesa fictícia de Ebisugaoka em Silent Hill f, com casas de madeira, fiação elétrica e neblina densa
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O consenso deste Silent Hill f review já está formado entre a crítica especializada, e o veredito é o melhor da franquia em quase duas décadas. O jogo estreou em 25 de setembro de 2025 para PS5, Xbox Series X|S e PC (Steam e Epic Games Store) e acumula Metascore entre 85 e 86 pontos no Metacritic, com base em mais de 70 avaliações da imprensa especializada.

A pontuação empata Silent Hill f com Silent Hill 3 e deixa o game atrás apenas de Silent Hill 2, tanto na versão original quanto no remake de 2024. Na prática, isso torna Silent Hill f o lançamento mais bem avaliado da série desde o início dos anos 2000.

Silent Hill f review: o que a crítica elogiou

O ponto mais citado nas análises é a construção de atmosfera. Segundo a IGN, o cenário de Ebisugaoka, cidade japonesa fictícia ambientada nos anos 1960, oferece “um pano de fundo culturalmente rico” com arrozais, templos e casas desgastadas pelo tempo — uma leitura visual bem diferente do que a série havia mostrado até então.

Santuário xintoísta com torii vermelho e estátua de raposa em cena de Silent Hill f, ambientado no Japão rural dos anos 1960

Imagem: © Konami Digital Entertainment

A publicação japonesa Famitsu seguiu na mesma linha, destacando a beleza visual da recriação do período Showa e descrevendo o ritmo do jogo como “horripilante e grotesco”, intercalado por cenários de tirar o fôlego nos momentos de respiro.

A narrativa também recebeu nota alta da crítica. Silent Hill f acompanha Hinako Shimizu, estudante que precisa sobreviver depois que sua cidade é engolida pela neblina, em uma história com camadas emocionais que a imprensa descreveu como fiel ao legado da franquia de fazer o jogador refletir além do que é mostrado na tela. O roteiro tem assinatura de Ryukishi07, autor conhecido pela visual novel Higurashi When They Cry.

Hinako Shimizu, protagonista de Silent Hill f, em still oficial do jogo usando uniforme escolar marinheiro em cena de tensão

Imagem: © Konami Digital Entertainment

Combate é a principal ressalva no Silent Hill f review

Se a atmosfera e a história renderam elogios quase unânimes, o combate dividiu opiniões. A IGN classificou o sistema como “mais gerenciamento do que diversão”, citando lutas lentas, falta de resposta de impacto, animações travadas e problemas de câmera em espaços apertados.

Levantamentos de reviews apontam que a recepção ao combate ficou dividida: cerca de 45% dos críticos gostaram do sistema, 40% o toleraram e 15% o rejeitaram. Outros veículos, como o alemão Heise, defenderam que o combate foi desenhado de propósito para privilegiar a sobrevivência em vez do confronto direto, tornando fugir a opção mais inteligente na maior parte das vezes.

Vale a pena jogar Silent Hill f?

Para quem acompanha a franquia, o consenso da crítica é claro: Silent Hill f entrega a experiência de terror psicológico mais forte desde o remake de Silent Hill 2, mesmo com ressalvas pontuais no combate. O jogo também teve boa recepção comercial — segundo dados de mercado, vendeu mais de 1 milhão de cópias no primeiro dia, tornando-se o lançamento mais rápido da série em vendas.

Com Metascore próximo dos 86 pontos e elogios recorrentes à direção de arte, trilha sonora e roteiro, Silent Hill f se consolida como um dos lançamentos de terror mais relevantes de 2025 — e um bom indicativo de que a franquia ainda tem fôlego para se reinventar sem abandonar sua identidade.

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