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Beast of Reincarnation tem recepção mista da crítica: combate elogiado, história divide opiniões

Captura de tela oficial de Beast of Reincarnation mostrando um momento de combate no estilo soulslike.
Espaço reservado

Beast of Reincarnation, primeiro grande projeto da Game Freak fora do universo Pokémon, chegou às lojas em 4 de agosto de 2026 com uma recepção mista da crítica especializada. O jogo soma 73 pontos no Metacritic e 76 no OpenCritic (classificação “Strong”), com o combate inspirado em Sekiro recebendo os maiores elogios e a narrativa dividindo opiniões.

O que é Beast of Reincarnation

Emma, protagonista de Beast of Reincarnation, ao lado de sua companheira animal Koo, em captura de tela oficial do jogo.

Imagem: Game Freak / Fictions, Inc.

Desenvolvido pela Game Freak, estúdio mais conhecido pela franquia Pokémon, Beast of Reincarnation é um action-RPG soulslike ambientado em um Japão pós-apocalíptico do ano 4026. A história acompanha Emma, uma “Blighted One” marcada por uma infecção vegetal conhecida como Blight, e sua companheira animal, a loba Koo. Juntas, as duas enfrentam os Malefacts, criaturas corrompidas que dominaram o território.

O jogo está disponível para PS5, Xbox Series X|S e PC (Steam e Microsoft Store), com presença no primeiro dia no Xbox Game Pass Ultimate e no PC Game Pass.

Combate é o ponto alto, segundo a crítica

Captura de tela oficial de Beast of Reincarnation mostrando um momento de combate no estilo soulslike.

Imagem: Game Freak / Fictions, Inc.

A recepção da crítica a Beast of Reincarnation é consistente em pelo menos um ponto: o sistema de combate, que mistura ação em tempo real com paradas (parries) no estilo Sekiro e comandos com ritmo quase por turnos. A GamesRadar+ deu nota máxima entre as publicações consultadas, 9 de 10, descrevendo o jogo como “um ARPG excelente, com combate firme e justo e amplo espaço para montar builds sob medida”.

Já o Famitsu, tradicional publicação japonesa, avaliou o título com 35 de 40 pontos, uma das notas mais altas do painel. A revista destacou o vínculo entre Emma e Koo como o centro emocional da experiência — um elemento repetidamente citado por outros veículos como o melhor aspecto do jogo.

Os pontos fracos: história e desempenho técnico

Apesar do entusiasmo com a jogabilidade, boa parte da crítica apontou que a narrativa de Beast of Reincarnation não está à altura do mundo construído pela Game Freak. Reviews descreveram a história como pouco envolvente diante da ambientação rica do Japão pós-apocalíptico, e alguns veículos também citaram problemas técnicos, incluindo desempenho instável na versão de PC.

Esse contraste explica a distância entre as notas mais altas e mais baixas do painel: enquanto GamesRadar+ e Famitsu elogiaram a experiência como um todo, outras publicações citaram ritmo de história e variedade de inimigos como pontos de atenção, o que reduziu o consenso final.

A Game Freak já sinalizou que pretende lançar atualizações para corrigir parte dos problemas técnicos identificados após o lançamento, incluindo melhorias voltadas especificamente para a versão de Xbox.

O que esperar da nova aposta da Game Freak

Beast of Reincarnation marca a primeira grande investida da Game Freak fora da franquia Pokémon, e a recepção mista mostra um estúdio experiente em jogabilidade, mas ainda encontrando seu caminho fora da zona de conforto criativa em que atua há décadas. O combate técnico e o vínculo entre Emma e Koo indicam talento de design que pode amadurecer em futuros projetos, mesmo que a narrativa e a estabilidade técnica precisem de mais atenção.

Para quem gosta de soulslikes com identidade própria, Beast of Reincarnation vale a pena pela experiência de combate — mas quem espera uma história à altura de referências do gênero pode sair da experiência com ressalvas.

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