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Crise de DRAM em 2026: por que as GPUs estão tão caras (e até quando)

Placa de vídeo Nvidia GeForce RTX 5090, em imagem oficial divulgada pela Nvidia.
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Uma crise global de DRAM está por trás da disparada no preço de GPUs, PCs e outros produtos gamer em 2026. Data centers de inteligência artificial devem consumir até 70% de toda a produção mundial de memória DRAM de alta performance neste ano, segundo a Tom’s Hardware, e a escassez resultante já elevou o custo de placas de vídeo, notebooks e consoles em todo o mundo.

O efeito mais visível está nas GPUs de ponta. A Nvidia RTX 5090, que tem preço sugerido de US$ 1.999, vem sendo revendida por US$ 5.000 a US$ 6.000 no mercado secundário — uma alta de mais de 150% sobre o valor oficial, conforme reportagens da Tom’s Guide e da Tech Insider. A AMD, por sua vez, confirmou formalmente a parceiros um reajuste de pelo menos 10% no preço de suas placas Radeon e de kits de memória GDDR6, informou a Tom’s Hardware.

Placa de vídeo AMD Radeon, em imagem oficial divulgada pela AMD.

Imagem: AMD

Por que a crise de DRAM 2026 tornou a memória tão cara

O motivo por trás da crise de DRAM 2026 é simples de resumir: a demanda por memória de alta banda (HBM) para treinar e rodar modelos de inteligência artificial cresceu tão rápido que fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron redirecionaram capacidade de produção que antes ia para componentes de consumo.

Em 2022, data centers respondiam por 20% a 30% da produção global de memória. Em 2026, essa fatia pode chegar a 70%, de acordo com a Windows Central. Como a memória DRAM e a GDDR (usada especificamente em placas de vídeo) representam boa parte do custo de fabricação de uma GPU — em alguns casos, até 80% do valor de uma placa de ponta, segundo a Tom’s Hardware —, qualquer alta no preço da memória se traduz quase que diretamente no preço final do produto.

O impacto não para nas placas de vídeo

A escassez de memória também está pressionando o preço de PCs completos. A consultoria IDC projeta alta de até 8% no preço médio de computadores pessoais em 2026, resultado direto do encarecimento da memória RAM usada tanto em notebooks quanto em desktops.

Esse cenário não é exclusivo das GPUs. O mesmo gargalo de produção de memória já havia sido apontado pelo OTRYHARD como fator por trás do aumento de preço do Nintendo Switch 2 — outro produto que depende diretamente de chips de memória cada vez mais escassos e caros no mercado global.

Até quando a crise deve durar

Não há consenso fechado sobre quando os preços voltam a esfriar. Analistas citados pela Tech Insider apontam uma normalização gradual apenas entre o fim de 2026 e o início de 2027 — e mesmo assim, sem retorno aos valores pré-crise: a expectativa é que a RTX 5090, por exemplo, se estabilize entre US$ 2.500 e US$ 3.000, ainda bem acima do preço sugerido original.

Para quem está pensando em montar ou upgradar um PC gamer, o cenário reforça um conselho simples: comprar apenas o que for realmente necessário agora e evitar compras por impulso enquanto os preços seguem instáveis.

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